
é lindo

Vai aí um dos trechos que eu mais gostei:
"William Cuthbert Faulkner (New Albany, 25 de setembro de 1897 — Byhalia, Mississippi, 6 de julho de 1962) é considerado um dos maiores escritores norte-americanos do século XX.Em 1949, foi nomeado Prêmio Nobel de Literatura. Posteriormente, ganhou o o National Book Awards de 1951 com Collected Stories e o prêmio Pulitzer em 1955 por A Fable. Utilizando a técnica de "fluxo de consciência" consagrada por James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do sul dos EUA, interiorizando-a em seus personagens, a maioria deles vivendo situações desesperadoras no condado imaginário de Yoknapatawpha. Por muitas vezes descrever múltiplos pontos de vista (não raro, simultaneamente) e impor bruscas mudanças de tempo narrativo, a obra faulkneriana é tida como hermética e desafiadora." (wikipédia)

Octávio Paz (1914 - 1998) foi um ensaísta e poeta mexicano, um dos mais considerados e controvertidos da segunda metade do século XX em seu país. Em O Labirinto da Solidão, públicado por ele em 1950, Paz abre um horizonte de reflexão que nos ajuda a entender e a situar não só o homem mexicano, mas também o latino-americano, em sua realidade emocional, mental, e social repelido dentro do contexto histórico mundial de hoje. Acredito que esse livro seja muito além do que um simples ensaio filosófico, há algo que nos faz, imagino, recobrar a consciência para o próprio ser.
"(...) Gente das cercanias, moradores dos subúrbios da história, nós, latino-americanos, somos os comensais não convidados que se enfileiraram à porta dos fundos do Ocidente, os intrusos que chegam à função da modernidade quando as luzes já estão quase apagando - chegamos atrasados em todos os lugares, nascemos quando já era tarde na história, também não temos um passado ou, se o temos, cuspimos sobre os seus restos; nossos povos ficaram dormindo durante um século, e enquanto dormiam foram roubados - agora estão em farrapos; não conseguimos conservar sequer o que os espanhóis nos deixaram ao ir embora; apunhalamo-nos entre nós... Não obstante, desde o chamado modernismo de final de século, nestas nossas terras hostis ao pensamento brotaram, aqui e ali, dispersos mas sem interrupção, poetas, prosadores e pintores que são comparáveis aos melhores de outras partes do mundo. Seremos agora, por fim capazes de pensar por nossa própria conta? Poderemos conceber um modelo de desenvolvimento que seja a nossa versão da modernidade? Projetar uma sociedade que não esteja fundamentada na dominação dos outros e que não termine nem nos gelados paraísos policiais do Leste nem nas explosões de náusea e ódio que interrompem o festim do Oeste?" (Octávio Paz, O Labirinto da Solidão)
Na mesma época ganhei por coincidência dois livros dele no original em francês, mas impossíveis de ler ainda para minha pouca compreensão dessa língua. Fiquei tão curiosa para lê-los que passei os dois meses seguintes e outros intercalados procurando algum de seus livros em português despreocupadamente nas livrarias. Ao não ter nenhum êxito me esquecia por um tempo deles até que me deparava mais uma vez com os benditos livros em francês na estante e recomeçava a busca. Da última vez em que me deparei com eles empenhei-me em não esquecê-los e na mesma hora fui atrás de vários sebos a sua procura. Enfim consegui meu primeiro exemplar em português, A Porta Estreita. Talvez possa dizer que esse livro seja mais uma leitura de inverno do que uma leitura de verão (Acaso isso existe?). Me impressionou muito com seu aspecto leviano e ao mesmo tempo triste, pesado. Aliás, é exatamente assim que a história se passa, numa mistura de paixão louca entre dois primos no fim do século 19, início do 20, e um puritanismo enorme dado à moral daquela época. O romance se arrasta e agoniza o leitor que não sabe que às veses a única solução para o amor é esperar.
André Gide (Paris, 22 de novembro de 1869 - 19 de fevereiro de 1951) foi um escritor francês, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1947. Originário de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française.