mergulhem-se

segunda-feira, 22 de março de 2010

A Balada do Café Triste, Carson McCullers, Contos

(Railroad Sunset, 1929, Edward Hopper)

Depois de ler Carson McCullers, como em "O Coração é um Caçador Solitário", me invade uma espécie de sutileza, ternura, que não sei explicar. Seu olhar é de uma inocência quase infantil. Tem para com os que descreve um carinho e uma sensibilidade tão grande que nos faz olhar para o gesto mais feio com olhos menos severos, nos dá a possibilidade de reconciliar-se com aquilo que seria "intragável".

Nos sete contos deste livro, McCulleres, trás a visão mais sutil e humana de cada história, as quais fossem narradas por escritores só um pouquinho mais duros, perderiam completamente o encanto. Por exemplo, em "a balada do café triste", a forma com que descreve o amor da gigantesca e rude Srta. Amélia pelo corcunda Lymon que não media mais do que 1,10 metro de altura; ou no jeito com que descreve o Uísque feito pela Srta. Amélia que amenizava a vida de qualquer um daquela cidade nos fins do mundo; ou o também amor de um bandido inescrupuloso. Como não transformar os nossos olhos diante das deformidades, do grotesco, do inusual? Como não ter empatia para/com eles de forma tão natural e delicada sem que essa empatia nos soe estranha ou incômoda? É o que me parece quando a leio. Em "Wunderkind" principalmente e em "O transeunte" trás mais uma vez a sua paixão pelo piano que é também retratada de forma autobiografica na figura de Mick Kelly em "O Coração é um Caçador Solitário", o piano também descrito de forma incomum, nos transpõe quase como dentro da música, mesmo para quem não é familiar ao reino musical. Gosto especialmente de "Wunderkind" pela qualidade como são descritos os pequenos gestos, a mão de um professor de piano, seus dedinhos em movimento, os silêncios enormes que há entre o gesto e outro, dão uma enorme intensidade para o que com um descuido poderia se tornar raso.

Deforminades, meninos prodígio, alcoólotras, apaixonados obsessivos, transeuntes, bandidos, mentirosos, esquizofrênicos etc, sempre ao lado da minoria, são dessas pessoas que falam estas histórias, que com "um mínimo de palavras e um máximo de intensidade" como descreveu o C.F.Abreu, me remetem também à existência de McCullers, curta e intensa. Em dado momento de sua vida teve o seu lado esquerdo do corpo paralisado e já no fim, perto de sua morte aos 50 anos, escrevia deitada em sua cama com apenas um dos dedos. Talvez passe por aí a experiência, a visão tào dócil com que retrata os excluídos, a solidão etc.


"A srta. McCullers e talvez o sr. Faulkner são os únicos escritores depois da morte de D.H. Lawrence com uma sensibilidade poética original. Eu prefiro a srta. McCullers ao sr. Faulkner, porque ela escreve com mais clareza, e a prefiro a D.H. Lawrence porque ela não tem mensagem" Graham Green sobre Carson McCullers.


A Balada do Café Triste
Carson McCullers
Ed. José Olympio
191 págs



(ler sobre Carson McCullers nas postagens anteriores)

domingo, 14 de março de 2010

, Viviane Mosé, Poesia

Sua ausência cabe em meus poros.
Sua ausência cabe em meus peitos.

Entre as pernas nos ouvidos e nos olhos sua ausência
Cabe em minha boca.

Tem um buraco entre meus peitos onde você cabe.
E não tem buraco entre meus peitos.
Quando sua ausência me cabe.

Sua ausência me presença em mim.
Presença em mim.
Presença


(do livro "pensamento châo" - viviane mosé)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Vinte e quatro horas na vida de uma mulher - Stefan Zweig, Novela

Esta novela evoca completamente a paixão. A rotina de um hotel em Riviera (França) é quebrada após a chegada de um jovem bonito e simpático qual todos ficam encantados. Passados dois dias o jovem vai embora e leva com ele em fuga uma das hospedes - Madame Henriette - a qual acabara de conhecer. Inicia-se uma discussão entre todos no hotel por acharem um absurdo que esta possa ter abandonado marido e filhas por um homem que mal conhecia. O narrador-personagem, entretanto, faz questão de evidenciar os preconceitos alheios e argumentar que ela poderia muito bem ter fugido por uma paixão repentina e violenta. Uma senhora inglesa se interessa e parece entender as argumentações do narrador e o toma como confidente para contar 24h de sua vida em que foi completamente tomada pela paixão, as quais preenchem e descorrem o resto da novela. Assim Zweig evoca o fascínio da protagonista pelas mãos de um homem cativo pelo jogo: "o que me surpreendeu inicialmente de modo tão terrível foi sua febre, sua expressão loucamente apaixonada, este modo convulsivo de se estenderem e lutarem entre si. Compreendi ali imediatamente, era um homem cuja força transbordava e que concentrava toda sua paixão nas extremidades de seus dedos, para que esta não causasse a explosão de todo o seu ser." (Mrs C. em confissão ao narrador)

É impressionante o estado obsecado, intenso, explosivo, pálido (etc), com que são caracterizados os personagens em relação ao objeto de desejo. Ao buscar na memória o significado etimológico de 'paixão' lembro que se refere diretamente ao "sofrimento". (Paixão, do verbo latino, patior, que significa sofrer ou suportar uma situação difícil) Ou seja, dizer-se apaixonado é confessar, sem o saber, a disposição para o sofrimento. O ser mergulhado neste estado encontra-se encharcado, tomado, contra a sua vontade, por um objeto do qual afirma não poder se privar. Zweig molda de forma precisa (ou imprecisa já que falamos de paixão) o modo com que se move o sujeito confrontado pela paixão, chega a ser fúnebre vez ou outra - sim, são casos de vida e morte, do patético à tragédia, do fetichismo compulsivo do colecionador à fixação toxicomana, até o distanciamento da loucura. "A identidade fatal do apaixonado nada mais é do que: eu sou aquele que espera" diz Roland Barthes, e então, apaixonados, terminamos no exílio.


Vinte e Quatro horas na vida de uma mulher
Stefan Zweig
Ed Record
237 págs

(Além da história que dá nome ao título, este livro conta com mais duas novelas, "Confusão de Sentimentos" e "Declínio de um Coração")



Stefan Zweig (1881 - 1942) foi um escritor austríaco. Morou no Brasil, Petrópolis, em sua segunda metade da vida, onde se suicidou.

domingo, 7 de março de 2010

Federico Garcia Lorca, citando...

"La nieve cae de las rosas,
pero la del alma queda"


(do poema Cancion Otoñal - Federico Garcia Lorca)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Obsceno Abandono: Amor e Perda, Marilene Felinto, Novela

Marilene nesta novela abre o corte mais profundo e cavuca expondo todas as entranhas da personagem. Mergulha no chão chão chão fundo do abandono e dilacera tudo o que sente, é sangue, é sexo, é cortante, é doído e é infernal, terrível também. A personagem se abre toda em ódio, amor, abandono, brutalidade. Se entrega e se queixa de maneira completamente inteira - até assustadora. Dilacerar-se a partir do abandono do outro, da não correspondência, do absurdo de não tê-lo, da impotência, da injustiça, da... É disso que fala esta novela. É preciso abrir os olhos e esquecer-se dos preconceitos, clichês ou não, entender que os sentimentos são assim, feios, fundos, lindos, ridículos, absurdos, possessivos, egoístas até, aqui estão escancarados da forma mais crua e densa. Mergulhem-no, mergulhem-nos, mergulhem-se.


(escultura de camille claudel)
"Está machucando? - O doutor perguntou tão perto de mim que era erótico.

Tinha uma voz suave que me arrepiava.

- Se estiver doendo, levante a mão, está bem? Posso anestesiar, se você preferir.

"Doendo". Se ele soubesse o que é dor. Crateras e rombos e vazios e fisgadas de dores profundas era o que não me faltava, é o que não me falta.
O cuidado, a delicadeza, aquele fio de voz, tudo me dava vontade de chorar como uma menina. Por pouco eu não respondi:

- Anestesia, não. Eu vim aqui pra sentir dor física mesmo. Dessas de quando se abrem as crateras e se expõem os nervos inflamados dos dentes. Quero ver se, desse modo, me curo da outra, uma dor abstrata que estou sentindo não sei onde."
Obsceno Abandono, pág 58


Obsceno Abandono: Amor e Perda
Marilene Felinto
Ed Record
80 págs





Marilene Felinto (1957) é uma escritora, tradutora, cronista, feminista, brasileira, de Recife.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O Mundo do Sexo, Henry Miller, Ensaio

Há em muito a discussão se a escrita de Henry Miller é literatura ou pornografia? Em o mundo do sexo não poderei enxergar, mais que um literato (erótico ou não, que seja, isso é de mínima importância) um grande defensor da liberdade. Numa mistura de biografia e ficção (como na maioria de suas obras) o autor faz um ensaio valioso sobre liberdade, amor, sexo, arte. Miller vê o sexo como ato de libertação pessoal, auto-expressão, assim como qualquer outro ato da vida que se permita evadir-se das repressões morais da sociedade, que vai contra a felicidade do homem, como diz. Mas não falamos aqui do sexo vazio, falamos do sexo da entrega, do amor, da unção, da vida pura, inteira.

Fico pensando se caso Henry Miller entrou em contato com as obras de Wilhelm Reich (de sua mesma época). Teria uma surpresa ao saber que suas intuições referentes ao sexo, não só encontram apoio teórico como cientifico. Muitas vezes o próprio Miller me lembra Reich falando, também por seu otimismo próprio dos dois autores, cada um a sua maneira, que vislumbram ainda um mundo em que o homem possa ser-se com facilidade, entregar-se a si mesmo e só assim: feliz. E quando diz neste mesmo livro "Quando as coisas estão se esfacelando, o ato mais intencional talvez seja sentar-se e ficar quieto. O indivíduo que consegue perceber e expressar a verdade que existe dentro de si pode ser considerado aquele que realisou um ato mais potente do que a destruição de um império", faz-me lembrar também o Freud bem jovem que escreveu em 'O Mal-estar da Civilização' "dizemos a nós mesmos que qualquer um que tenha conseguido se preparar para a verdade sobre si próprio está permanentemente protegido contra o perigo da imoralidade, mesmo que o seu padrão de moralidade possa diferir em algum aspecto daquele que é costumeiro na sociedade".

Com certeza, O Mundo do Sexo aparece de forma clara, simples, sucinta e muito mais madura do que em outras obras suas como um grito de liberdade. Para quem nunca leu Henry Miller é um bom e fácil começo.

"Por que somos tão cheios de restrições? Por que não nos entregamos em todas as direções? Será medo de perder a nós mesmos? Até que nor percamos, não pode haver esperança de nos encontrarmos. Somos do mundo e para entrar plenamente no mundo precisamos primeiro nos perder nele. O caminho do céu nos leva através do inferno, é o que se diz. O caminho que tomamos não tem importância, contanto que deixemos de percorrê-lo com cautela." O Mundo do Sexo, pág 83



O Mundo do Sexo
Henry Miller
José Olympio
110 págs.



Henry Miller (1891-1980) foi um escritor norte-americano, caracterizado pelo teor autobiografico em suas obras e também erótico.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Gracias Por el Fuego, Mario Benedetti, Romance

Há algo na literatura uruguaia de tão doce e triste que não sei de fato explicar. Mas é sutil. O que leio parece a voz de um povo que foi violado, perdeu algo muito preciso (ou precioso?) dentro dos seus dias, um povo que foi ferido na sua ingenuidade mas que permaneceu inerte de alguma forma numa espécie de impotência, não sei se conformismo. Ao conhecer o uruguai só pude encontrar pessoas amáveis, de nenhum jeito histéricas, embora carregassem algum uníssono de tristeza. Na obra de Mario Benedetti isso não é diferente. Mesmo em seus livros mais políticos, parece ter uma voz tão próxima e tão intima do leitor que cheguei a me emocionar bastante durante os dois romances que li.

Gracias por el fuego, se passa no Uruguai e narra a história de Ramon Budiño que é confrontado com seus desejos, sua impotência em relação a si mesmo e à sociedade,(sua baixo-estima? falta de crença em si?) principios e ambições tortuosos não claramente definidos e o amor e ódio que mantém pelo seu pai, Edmundo Budiño - que aparece como um personagem magnata totalmente sem escrúpulos. A relação dos dois é a parte mais forte do romance, fazendo um paralelo com a opressão/dependência capitalista dos anos 60 no país, representado pelo pai, e a impotência de um povo, representado pelo filho, que está perdido, confuso e embora não aceite totalmente a expansão da corrupção em sua pátria, se omite. A falta de perspectiva de Ramón, seu eminente fracasso em relação à sua subjetividade, individualidade, desencanto consigo mesmo, o põem em um redemoinho tão grande que só consegue vislumbrar o assassinato de seu pai como a única saída e solução para si, para o país, para seu filho adolescente. Até chegar nesta conclusão e após, o enredo se constrói.

"Apresento-lhes Ramón Budiño, ao começar a jornada em que resolveu matar Edmundo Budiño, um crápula que provisória e casualmente é seu pai. Roga-se por não inquirir por circunstâncias antenuantes, porque não as há. Trata-se de um crime longamente ruminado. A única sorte é não acreditar em Deus. Assim há menos complicações. Apresento-lhes Ramón Budiño, vivissiccionista das relações com seu pai, insone fora de foco, covarde que joga sua última carta de valentia, nu com incipiente pança, iminente órfão por própria decisão e meditado rompante, apaixonado sem beijos e sem língua, pobre diabo inteligente e carrancudo, criminoso inesperado no entanto, estúpido com excesso de memória, criador da 'própria absolvição, pálido esquerdista sentado à direita, abastado possuidor de escrúpulos elétricos, curioso da própria morte e também da alheia, cansado de ser displiscente, pai desolado e sem norte, valoroso sexual, perpléxo incurável, eu." pág 121/122



Gracias Por el Fuego
Mario Benedetti
Editora L&M POCKET
266 páginas



(Leia sobre Benedetti nas postagens anteriores)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

- Paulo Leminski, Poesia

não discuto
com o destino

o que pintar
eu assino

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Por que não ler Paulo Coelho?

Ou "Por que ler Paulo Coelho?" Também poderia se chamar.

Neste início de ano ganhei um exemplar de um livro do Paulo Coelho de um amigo. Sem poder adiar mais o que eu jáa havia planejado antes - ler Paulo Coelho para tirar eu mesma minhas próprias conclusões sobre este autor que a crítica tanto esmaga - aventurei-me na aventura de mergulhar sobre suas páginas. O exemplar que li foi Brida. Sem querer repetir-me demais, segue parte do email que eu enviei ao tal amigo com as minhas sinceras impressões:

"Se gostei do livro de um modo geral? Não sei. De certo não é uma leitura que me desagrada, li facilmente e ficava angústiada nos momentos em que tinha que parar de ler. O Paulo Coelho sabiamente nos deixa com sede capítulo após capítulo. E por isso li tão rápido, praticamente o engoli. O livro fala de assuntos que tocam meu coração e que entendo bem. É uma linguagem (mistica? espitiual? vital? humana?) que me adoça, me gusta.

Porém de fato não é a literatura que gosto de ler. E nesse ponto talvez eu seja chata. Sinto que tanto a trama quanto a forma com que ele escreve são clichês e não encontro muito do refinamento e a complexidade que tanto gosto nos livros. A narrativa segue uma estrutura básica de tensão, climax, desfecho e catarse, e não inova muito neste ponto. A escrita se mantém com falas simples e usuais, quase esperadas. E na criação dos personagens também me falta, não que me soe simples - porque a simplicidade muitas vezes é uma virtude - talvez seja mais superficial, parece não se preocupar muito na construção das personagens e acaba por criar uma desarmonia (desproposital) às vezes entre o que a personagem fala, deseja e faz. É certo que não são personagens fúteis - não é disso que falo quando me refiro à superficialidade - elas fazem questionamentos profundos mas não se permitem perder-se e entrar nesses questionamentos e abrir a gama de leques e a complexidade que é própria deles - e o ser humano não é mesmo complexo?


enfim,

uma vez li que os livros do Paulo Coelho faziam tanto sucesso porque ao utilizar, por exemplo, frases como "quando você quer alguma coisa, todo Universo conspira para que você realize seu desejo" que determinam bem a maioria de seus livros, acabam por preencher o vazio da sociedade de massa que está afundada em desesperança, e perplexas sem entender o isolamento que se meteu o indivíduo. Porque não enxergam a origem (capitalista, ou seja lá qual) que gera aquilo tudo.

Ao ler o livro, não tenho como não concordar com esta afirmação. Embora ache que a crítica seja severa com o Paulo Coelho. Também acho que ele leva espiritualidade e abre um portal de questionamente de maneira simplificada às pessoas que não chegariam lá de outra forma. E de qualquer jeito, todos precisamos alimentar nossas esperanças e nossas almas - desde que não nos aliene."

Brida
Paulo Coelho
Editora Planeta
264 páginas


Paulo Coelho ((Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1947) é um escritor, de muitos Best Sellers, brasileiro.

O Coração é um Caçador Solitário - Carson McCullers, Romance


O Coração é um Caçador Solitário de Carson McCullers é um livro muito sofrido, de leitura às vezes quase infantil, mas de uma crueza que nos depara o tempo todo com a inevitável solidão humana. O livro narra a história de cinco personagens que às cegas procuram respostas e rostos humanos para as suas angústias, pensamentos, desejos, ideologias internas. Em vão os cinco personagens parecem vagar no escuro cada vez que tentam falar e discorrer com os outros sobre o que se passa por dentro deles, cada um à sua maneira. O único personagem que parece dar algum alento aos seus pobres corações aflitos em busca por co-existência é um mudo, John Singer, que os "escuta" educadamente sorrindo, com paciência, a cada um que vai visitá-lo. Este é o único que une todos os personagens de maneira mais direta e os faz sentir-se um pouco menos sofridos em sua solidão diária, embora este mesmo seja obrigado em certos momentos da obra a mergulhar dentro de si mesmo, nas noites escuras ou seja lá em quais situações, em que parece buscar alguma resposta para sua própria existência sozinho. Resposta é o que todos procuram, mas resposta para quais perguntas? É um dos questionamentos que Biff Brannon um dos personagens se faz ao longo do Romance. É impossível não se intrigar com os gritos surdos de cada um e não olhar para si mesmo e se deparar também com a solidão que imprescindivelmente vivemos ou somos.


O Coração é um Caçador Solitário
Carson McCullers
Editora Cia das Letras
453 páginas


Carson McCuller (19 de fevereiro de 1917, Columbus, Georgia – 29 de setembro de 1967, Nyack, New York) foi uma escritora Norte-Americana e escreveu este livro com apenas 22 anos de idade, sendo seu primeiro romance.