mergulhem-se

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Morire

"Morire non é basta!" E o coronel, naquele tempo tenente, pensara: "Mas que raio ainda querem que façamos?"

Hemingway - Do Outro lado do Rio, Entre as Árvores

quarta-feira, 23 de julho de 2008

O Avesso e o Direito, Camus



Albert Camus (Mondovi, 7 de novembro de 1913 — Villeblevin, 4 de janeiro de 1960) nasceu na Argélia, foi escritor e filósofo e escreveu o Avesso e o Direito quando tinha 22 anos.

O Avesso e Direito é um livro pequeno, tem só 109 páginas, contando com 20 páginas só de prefácio. Mas é lindo, incrível ver como o Camus pode ter escrito esse livro com só 22 anos. Na verdade, particularmente, acho que os jovens tem muito a dizer, só não são escutados. Esse livro contém 5 peças que para ele são 'ensaios literários', ele fala sobre a solidão, sobre a ausência de Deus, sobre o amor, sobre a morte, sobre o absurdo da condição humana, tudo de uma maneira poética, que quem já leu Camus, sabe como é. É lindo, e no mais, não custa nada, são poucas páginas.

Vai aí um dos trechos que eu mais gostei:

"Isso tudo não se concilia? Bela verdade. Uma mulher que se abandona para ir ao cinema, um velho que não é mais ouvido, uma morte que nada resgata, e então, do outro lado, toda luz do mundo. Que diferença faz isso, se tudo se aceita? Trata-se de três destinos semelhantes e, contudo, diferentes. A morte para todos, mas a cada um a sua morte. Afinal, o sol nos aquece os ossos, apesar de tudo."

(Albert Camus, O Avesso e O Direito, pg 54, 55)

domingo, 11 de maio de 2008

Palmeiras Selvagens - William Faulkner

É de uma poesia, mais subjetiva do que objetiva, absurda. Leiam.

"William Cuthbert Faulkner (New Albany, 25 de setembro de 1897 — Byhalia, Mississippi, 6 de julho de 1962) é considerado um dos maiores escritores norte-americanos do século XX.Em 1949, foi nomeado Prêmio Nobel de Literatura. Posteriormente, ganhou o o National Book Awards de 1951 com Collected Stories e o prêmio Pulitzer em 1955 por A Fable. Utilizando a técnica de "fluxo de consciência" consagrada por James Joyce, Virginia Woolf, Marcel Proust e Thomas Mann, Faulkner narrou a decadência do sul dos EUA, interiorizando-a em seus personagens, a maioria deles vivendo situações desesperadoras no condado imaginário de Yoknapatawpha. Por muitas vezes descrever múltiplos pontos de vista (não raro, simultaneamente) e impor bruscas mudanças de tempo narrativo, a obra faulkneriana é tida como hermética e desafiadora." (wikipédia)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A Porta Estreita, André Gide, Romance

Não me lembro de ter chorado em outro livro como me lembro de ter chorado nesse. Conheci-o mais por destino(?) do que por acaso. De alguns tempos pra cá eu vinha encontrando diversas citações de André Gide em diferentes livros, na maioria de meus autores preferidos. Na mesma época ganhei por coincidência dois livros dele no original em francês, mas impossíveis de ler ainda para minha pouca compreensão dessa língua. Fiquei tão curiosa para lê-los que passei os dois meses seguintes e outros intercalados procurando algum de seus livros em português despreocupadamente nas livrarias. Ao não ter nenhum êxito me esquecia por um tempo deles até que me deparava mais uma vez com os benditos livros em francês na estante e recomeçava a busca. Da última vez em que me deparei com eles empenhei-me em não esquecê-los e na mesma hora fui atrás de vários sebos a sua procura. Enfim consegui meu primeiro exemplar em português, A Porta Estreita. Talvez possa dizer que esse livro seja mais uma leitura de inverno do que uma leitura de verão (Acaso isso existe?). Me impressionou muito com seu aspecto leviano e ao mesmo tempo triste, pesado. Aliás, é exatamente assim que a história se passa, numa mistura de paixão louca entre dois primos no fim do século 19, início do 20, e um puritanismo enorme dado à moral daquela época. O romance se arrasta e agoniza o leitor que não sabe que às veses a única solução para o amor é esperar.

André Gide (Paris, 22 de novembro de 1869 - 19 de fevereiro de 1951) foi um escritor francês, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1947. Originário de uma família da alta burguesia, foi o fundador da Editora Gallimard e da revista Nouvelle Revue Française.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

O Velho e o Mar - Hemningway



"O Velho e o Mar (The Old Man and the Sea) conta a história de um pescador que, depois de 84 dias sem apanhar um só peixe, acaba fisgando um de tamanho descomunal, que lhe oferece inusitada resitência e contra cuja força tem de opor a de seus braços, do seu corpo, e, mais do que tudo, de seu espírito."Contra-capa de O Velho e o Mar, Editora Bertrand Brasil.



Ernest Hemingway é um escritor norte-americano, nasceu em 1988 e suicidou-se em 1961. O Velhor e o Mar, foi escrita na época em que Hemingway viveu em Cuba e é uuma de suas últimas obras de ficção e também uma das mais famosas.

" - O peixe também é meu amigo - disse em voz alta. - Nunca vi ou ouvi falar de um peixe desse tamanho. Mas tenho de matá-lo. É bom saber que não tenho de tentar matar as estrelas. Imagine o que seria se um homem tivesse de tentar matar a lua todos os dias", pensou o velho. "A lua corre depressa. Mas imagine só se um homem tivesse de matar o sol. Nascemos com sorte."
(...) Trecho de O Velho e o Mar